
Em 2004, iniciei uma pesquisa independente sobre trabalho escravo contemporâneo que resultou no longa-metragem Pureza. Essa pesquisa começou quando fui morar no Maranhão e passei a viajar por seu interior. Conheci pessoas e suas histórias, conectei-me com elas e compreendi de perto como as estruturas sociais atravessam nossas vidas, especialmente quando perdi uma pessoa muito próxima em decorrência da violência da região. Essa experiência moldou profundamente meu percurso de vida.
O filme foi lançado somente em 2022, mas a minha pesquisa autoral e meu propósito não foram realizados com o filme: a minha ideia original buscava compreender quais estruturas mantinham algumas pessoas em um sistema violento e ultrapassado, enquanto outra parcela da população se beneficiava desse mesmo sistema. Meu desejo de contar a história dela era uma forma de, por meio da arte e da investigação, contribuir para que outras pessoas pudessem ser resgatadas dessa estrutura injusta, assim como Pureza havia feito ao buscar o próprio filho.
Durante esse processo, fui compreendendo como elites selecionavam partes do passado e produziam recortes historiográficos que contribuíam para a preservação de suas posições de prestígio, ao mesmo tempo que se apropriavam de causas legítimas em benefício próprio. Ter vivenciado essas realidades me causavam profunda angústia e depressão.
Minhas pesquisas sobre estruturas colonialistas no Brasil continuaram de forma independente e resultaram no Projeto Interior e nas teses e descobertas de Indo-Brasilidade e O Mito da Imigração.
Quer saber mais sobre a minha história? Leia a minha biografia.
Site oficial:
Wikipedia:
Ficha Técnica
Ideia Original
Hugo Santarem
Realização
Gaya Filmes
Ligocki Entretenimento
Distribuição no Brasil
Downtown Filmes
Assessoria Jurídica
Luciana Freire Rangel
Direção
Renato Barbieri
Produção
Marcus Ligocki Jr
Produção Associada
Affonso Beato
Produção Executiva
Marcus Ligocki Jr
Renato Barbieri
Paulo Morelli
Marcelo Goedert
Roteiro
Renato Barbieri
Marcus Ligocki Jr