
Fotografia narrativa | Fotografia Comercial | Documentário | Retratos | Cinema | Publicidade

| Pureza | O Mito da Imigração | Indo-Brasilidade |
| Projeto Interior |
Apresentação:
Meu nome é Hugo Santarem Rodrigues e meu trabalho articula investigações sobre estruturas históricas de longa duração com a produção de narrativas visuais humanistas. A partir da perspectiva das histórias conectadas, busco compreender como essas estruturas e conexões atravessam as nossas experiências como indivíduos e comunidades, assim como os territórios nos quais estamos inseridos. Essa atuação se organiza principalmente em dois núcleos complementares: o projeto editorial Nação do Passado e o núcleo de criação e produção visual Ponto de Fuga.
Em 2004, quando me mudei de Brasília para São Luís, no Maranhão, iniciei uma pesquisa independente sobre trabalho escravo contemporâneo que deu origem ao meu projeto de roteiro do longa-metragem Pureza. O projeto partiu de uma busca legítima por compreender o Brasil a partir do lugar social em que eu estava inserido. Porém, considero que a ideia original, como a concebi, não foi realizada.
Por isso, mantive o meu propósito iniciado com Pureza através de novas pesquisas independentes, como o Projeto Interior, autoetnografia sobre o resgate da minha própria ancestralidade, articulando esse percurso à investigação sobre a formação do povo brasileiro e a genealogia de tradições culturais consagradas como símbolos de culturas regionais e de brasilidade.
Esse longo percurso investigativo tem resultado na recuperação de documentos e histórias obscurecidos pela historiografia dominante, o que me levou à formulação de O Mito da Imigração e Indo-Brasilidade, categorias interpretativas que desenvolvi para compreender as questões históricas identificadas ao longo da pesquisa.
Nação do Passado é o meu projeto editorial voltado à divulgação e ao aprofundamento dessas investigações em diferentes meios e formatos, com foco na formação histórico-social do Brasil, sua relação com a memória coletiva, movimentos migratórios, hibridismos culturais e a circulação de pessoas e conhecimentos entre diferentes territórios. Essas investigações levaram à recuperação de apagamentos históricos e histórias silenciadas e à identificação de estruturas coloniais no presente.
O título inspira-se em uma carta escrita por André Rebouças em 1892, na qual ele afirma: “Já considero o Brasil uma nação do passado, como a Grécia Antiga.” Atualmente, sou mestrando em Estudos Brasileiros na Universidade de Lisboa, onde sistematizo minhas pesquisas.
Ponto de Fuga surgiu como um coletivo criativo que fundei em 2012, após muitos anos na área criativa como diretor de arte em agências de publicidade. Após o encerramento do coletivo, tornou-se gradualmente meu espaço autoral dedicado à exploração estética e técnica e à investigação de métodos e filosofias da imagem.
Durante meu período de investigações independentes, eu transitei por diversas áreas de atuação profissional, criativa e artística, aperfeiçoando minha prática por meio da formação em publicidade e propaganda e de especializações nas áreas de fotografia, artes visuais, cinema e branded content.
Leia minha biografia completa aqui.








